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sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Sempre foi minha intenção colocar por aqui textos dos quais eu tenha gostado.
Como eu ando numa incapacidade absurda de escrever algo que preste, fica aí um aperitivo.
Enjoy.

Um.
De Nelson Botter.

Me imprimo em você. Não como uma tatuagem, nada disso, não sou desenho, sou desejo, pois quero mergulhar em tua pele, invadir seus poros na calada da noite, ser um gatuno cupido, e navegar por sua corrente sangüínea, repousando em seu coração. De lá não quero mais sair. Nunca mais. Sempre mais.

E quero sentir a rígida maciez da superfície rosada da sua língua, carne deliciosa e inquieta, molhando cada centímetro do meu corpo, examinando minhas curvas, buscando entradas, como uma serpente à procura do ninho, vagando sem destino nem pressa. Nesses momentos eu sou você. E sou sempre mais você.

A cada abraço a sensação de que os corpos se imprimem, se colam, fotocópias anatômicas de anatomia. Quero o sabor do seu sexo, bem quentinho, pulsando, jorrando, e também quero o cheiro do seu suor salgado, a vida que se esvai a cada segundo, mas que nos preenche e nos faz ganhar do tempo. Quero você e me quero em você.

Se a vida é momento, se viver é sofrer, se não há explicação para o que já se tentou explicar, pouco importa agora, quero luxúria, meu pecado favorito, quero você. Seu seio é vida, seu gozo é minha razão de viver, mas a distância é sofrer. Vem, chega mais, fique perto, me cante o rumo, o nosso rumo. Quero me colar em você, a tal da impressão que eu não soube explicar, que talvez seja apenas uma forma de me agarrar na sua alma, um simples medo de cair no meio da jornada e me perder... E se for pra me perder, que seja em você.


[Nelson Botter é cronista do http://blonicas.zip.net ]

domingo, 10 de setembro de 2006

Cerveja.
Cigarro.
Rock'n'roll em volume máximo.

Quem é que precisa de um bom macho procriador? Eu?
Imagiiiiina!

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Descontraindo...





Mas que fique bem claro, tamanho sem competência não é nada!

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Me desculpem a ausência e a falta de inspiração.
Ando ocupada por aí, fabricando memórias.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Dedicatória

À você, Narciso, que tanto quis ser absoluto que não foi mais que quase.

"Você me dá muito pouco
E eu vou embora
O que você me deu
Vou jogar fora
O que presta pra mim
É afeição
Eu vou tentar ser bem mais competente
Na escolha da próxima paixão
Meu bem
Próxima paixão, meu bem

Eu quero alguém bem melhor
E mais bonito
Alguem que nem você eu não preciso
O resultado disso é solidão
Eu vou tentar ser bem mais competente
Na escolha da próxima paixão
Meu bem
Próxima paixão, meu bem

Não chore homem...

Mas as coisas não são assim
Não é vovó?
São coisas que a gente não escolhe nunca
As coisas do coração
Não é vovó?
Elas são como são ou a gente muda?

Amanhã eu não quero confundir
Atração sexual com ilusões de amor puro"
(Não chore homem, Vanessa da Mata)

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Eu quis fazer de você o personagem principal da minha história.

Mas foi você quem fez questão de ser só mais um coadjuvante
.

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Já tive o coração despedaçado tantas vezes e de tantas formas diferentes,
Que minha alma, ferida, parece ter chegado ao limite da dor.
Vive uma anestesia de coma.

Já não sente o impacto de uma nova ferida, mas se perde nele, se esvaindo em lágrimas que já não existem, entorpecida por atos sem emoção.

Inconfessável do que uma alma machucada é capaz.

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Tou por aí arrumando a casa, limpando a lama, secando os fragmentos de memória que ainda podem ser aproveitados, jogando o resto fora, conhecendo novas inspirações.

E não me espere pra jantar, não sei a que horas volto.

domingo, 19 de março de 2006

Não Existe Pecado ao Sul do Equador

(Chico Buarque)
Não existe pecado do lado de baixo do equador
Vamos fazer um pecado rasgado, suado, a todo vapor
Me deixa ser teu escracho, capacho, teu cacho
Um riacho de amor
Quando é lição de esculacho, olha aí, sai de baixo
Que eu sou professor
Deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
Vê se me usa, me abusa, lambuza
Que a tua cafuza
Não pode esperar
Deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
Vê se esgota, me bota na mesa
Que a tua holandesa
Não pode esperar
Não existe pecado do lado de baixo do equador
Vamos fazer um pecado, rasgado, suado a todo vapor
Me deixa ser teu escracho, teu cacho
Um riacho de amor
Quando é missão de esculacho, olha aí, sai de baixo
Que eu sou embaixador

quarta-feira, 15 de março de 2006

É sempre esse mesmo desejo
residente entre as minhas pernas.
Me deixa ardendo, em brasa
e desaparece
como quem não tem culpa nenhuma.
Vem e me come
deixe saciar minha carne impura na fonte do seu prazer.

quarta-feira, 8 de março de 2006

Não é uma data com grande apelo comercial, nem com grande força social, mas tá aí e merece ser lembrada.
Quem me conheçe sabe da minha paixão pela condição feminina.
Muito além do feminismo e bem mais que direitos de um segmento da sociedade.
Mas a valorização do humano e o respeito a aquelas que por séculos foram renegadas, tratadas como objetos e condenadas cruelmente às fogueiras e forcas como culpadas pelas mazelas do mundo.
Hoje nós, mulheres, já não precisamos lutar contra a força bruta de uma sociedade patriarcal, mas ainda lutamos, dia após dia, conta inquisições e preconceitos bem mais sutis, disfarçados ora de empregos "masculinos", ora como violência domestica ou até sob a máscara da fragilidade.
Nem sempre temos a força bruta, mas dispomos de uma gama de outras armas pra sobreviver nesse mundo-cão (diga-se de passagem, quase sempre, muito mais eficientes).
E apesar de toda modernosidade desses dias de hoje ainda pagamos bastante caro pela nossa liberdade plena e por manter nossas vidas em nossas próprias mãos, por sermos mais que mães e esposas, por sermos antes de tudo, nós mesmas. Muito homem por aí admira uma mulher capaz de se desdobrar em muitas, mas quantos deles arrumam a cozinha e põem as crianças pra dormir?
Por sermos livres o bastante pra exercermos todas as nossas vontades e conquistarmos todos os nossos desejos, somos condenadas.
E muitas ainda nem sequer percebem os resquícios dessas amarras machistas, e enquanto pensam ser mulheres "modernas" são apenas uma reprodução tediosa, uma versão recente do que foram nossas avós e as avós das nossas avós.
Pra todas as mulheres que não têm medo de buscar a felicidade, tenha ela a forma que for,
FELIZ DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES!


Pagu
(Rita Lee E Zélia Duncan)

Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta
Não sou freira nem sou puta

Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem

Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Fama de porra-louca, tudo bem
Minha mãe é Maria-Ninguém
Não sou atriz-modelo-dançarina
Meu buraco é mais em cima

Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem

sexta-feira, 3 de março de 2006

Pelo carnaval que passou, pelas noites irreais que me destes, pelo carinho.
E por me acordar na quarta feira de cinzas.


NOITE DOS MASCARADOS
(Chico Buarque)

Quem é você, adivinha se gosta de mim
Hoje os dois mascarados procuram os seus namorados perguntando assim
Quem é você, diga logo que eu quero saber o seu jogo
Que eu quero morrer no seu bloco, que eu quero me arder no seu fogo
Eu sou seresteiro, poeta e cantor
O meu tempo inteiro só zombo do amor
Eu tenho um pandeiro, só quero um violão
Eu nado em dinheiro, não tenho um tostão
Fui porta-estandarte, não sei mais dançar
Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar
Eu sou tão menina, meu tempo passou
Eu sou colombina, eu sou pierrô
Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal, deixa a festa acabar, deixa o barco correr
Deixa o dia raiar que hoje eu sou da maneira que você me quer
O que você pedir eu lhe dou, seja você quem for
Seja o que Deus quiser

Nem pelo papo
Nem pela bebida
Nem pelas histórias

Mas pelo jeito bronco
E o belo par de olhos verdes

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

O telefone que toca até desligar
é você que saiu de casa na hora errada.
é você que não está para atender aos meus caprichos
e saciar os meus desejos.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

O piso branco do banheiro manchado de vermelho.
A dor que divide meu corpo em dois prenunciara que isto aconteceria.
O que seria o alívio me parece agora lágrimas de decepção.

O sangue quente que escorre
me faz pensar em todas as outras possibilidades.
NOJO.

Outra lua passa e meu útero se contorce inteiro.
Não sei se de saudades de você,
Ou por perder a última esperança de ficar contigo pra sempre.

domingo, 19 de fevereiro de 2006

Poucas palavras
(Fernando Tanajura Menezes)

Fique nu no meu quarto.
Mostre toda sua gana.
Dê um beijo moreno.
Diga que ainda me ama.

Negue que teve outras.
Vista a roupa ligeiro.
Vá correr pelo mundo.
Minta que é o primeiro.

Faça assim um romance.
Conte a intimidade.
Fale tudo que sente.
Prove a toda cidade.

Volte logo que possa.
Bata a porta de leve.
Caia louco em meus braços.
Fale não. Seja breve.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

De ontem as marcas de uma noite que ainda não sei.

Fico então com meu bicho de pelúcia, com o pijama de algodão confortável, com o banho quente com cheiro de maracujá, com a calcinha que não enfia nem aperta, com minha cama quente e meu travesseiro baixo.

Pelo menos todos eles vão estar aqui pela manhã.

domingo, 12 de fevereiro de 2006

Cala minha boca com sua língua
Me pega pelos cabelos
Rasga minhas roupas
Abre minhas pernas
Me penetra com seu pau duro, e
Sedento de gozo
Me chupa
Com ânsia e com força
Me enrraba
Deixa em mim marcas do seu prazer

Me deixa ser tua gata no cio
Me domina
Me possui.
E não peça licença.

sábado, 11 de fevereiro de 2006


Dance Like Nobody's Watching And
Love Like It Is Never Going To Hurt


Those Who Are Easily Shocked... Should Be Shocked More Often

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Sorte de hoje:
A beleza em suas variadas formas atrai você

...e não é que ele tem razão?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Epigrama
(La Fontaine)

Amar, foder: uma união
De prazeres que não separo.
A volúpia e os prazeres são
O que a alma possui de mais raro.
Caralho, cona e corações
Juntam-se em doces efusões
Que os crentes censuram, os loucos.
Reflete nisso, oh minha amada:
Amar sem foder é bem pouco,
Foder sem amar não é nada.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Que fique bem claro, eu quero sexo, uma noite de prazer, uma experiencia nova, desfazer de um desejo antigo.
E só.
Eu quero a liberdade de não ter que te amar.

sábado, 4 de fevereiro de 2006

Pós moderna é o caraleo.....
Mas até que eu gosto.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

40°C na sombra.
O verão, ao que parece chegou de vez à cidade.
O sol, louco de tara e desejo, vai mostrando seu vigor, e botando braços, pernas, barrigas e colos à mostra.
O calor sobe do solo, adensa o ar, envolve.
O sangue pulsa rápido, dilata as veias, atiça o sexo.
Tesão à flor da pele.

Verão combina com sexo em seu estado bruto, selvagem, regado a suor e sal.
O sexo das taras, o sexo pelo sexo, o sexo das loucuras.
Ou simplesmente sexo.

O calor aguça meus sentidos
Atiça minhas taras
Apura meus instintos
E todo meu corpo transpira sexo
E pulsa gritando por sexo
E exala, seduz, anseia
Sexo


Sim, Srta está com tesão a flor da pele, portanto se vc tem um pinto e cheirinho bom não olhe duas vezes pro meu lado se não te interessa... eu posso não me responsabilizar.

"O amor não se manifesta pelo desejo de fazer amor (esse desejo se aplica a uma série inumerável de mulheres), mas pelo desejo do sono compartilhado (esse desejo diz respeito a uma só mulher)."

(Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Antes de mais nada eu preciso é perder essa mania de dividir a minha vida com um certo Sr. aí...

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

INTERVALO AMOROSO
(Affonso Romano de Sant'Anna)
O que fazer entre um orgasmo e outro,
quando se abre um intervalo
sem teu corpo?
Onde estou, quando não estou
no teu gozo incluído?
Sou todo exílio?
Que imperfeita forma de ser é essa
quando de ti sou apartado?
Que neutra forma toco
quando não toco teus seios, coxas
e não recolho o sopro da vida de tua boca?
O que fazer entre um poema e outro
olhando a cama, a folha fria?

A senhorita está de coração partido e sonho desfeito.
Grandississíma coisa ser capaz de seduzir (e mover) o mundo se a única vontade que queria mover é a única que faz que não me quer.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Não...
O problema não é ter bebido mais que o devido
Nem ter beijado um loiro esquisito ao mesmo tempo que a amiga
Nem depois ter beijado a amiga
Nem ter ligado pro ex-namorado e dito pra ele ir onde eu estava
Nem ter passado uma hora inteira vomitando no banheiro
Nem ter literalmente caído de bebada
Nem ter voltado pra casa carregada
Nem ter acordado muito mal e com a vaga impressão de que a noite foi toda um sonho maluco
Nem ter um machucado no braço que eu não faço ideia de como consegui
Nem ter perdido meu relogio novo
Nem ter que olhar pra cara da amiga de manhã e pedir pra ela contar o fim da noite...

Não...
Nada disso é realmente um problema, não pra mim.
O problema é buscar diversão pra tentar não pensar no ex, mesmo sabendo que ele vai estar em cada pensamento meu
É beber até perder o juízo pra fazê-lo sumir da minha existência e ainda assim ele se fazer presente em cada gota e em cada lágrima
É beijar todas as bocas, é ser de todos, é me dar pra qualquer um e saber que só dele eu ainda sou
É passar mal por sofrer demais porque esse amor agoniza, mas nunca morre.

O problema é que viver assim, sem ele, é viver sem mim.

sábado, 14 de janeiro de 2006


É, tem uma meia hora que eu tou olhando pro editor de mensagens sem saber por onde começar.
É foda.


Ou melhor... deve ser a falta de foda.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Em Face Dos Ultimos Acontecimentos
(Carlos Drummond de Andrade)
Oh! Sejamos pornográficos
(docemente pornográficos).
Por que seremos mais castos
Que o nosso avô português?

Oh ! sejamos navegantes
Bandeirantes e guerreiros
Sejamos tudo que quiserem
Sobretudo pornográficos.

A tarde pode ser triste
E as mulheres podem doer
Como dói um soco no olho
(pornográficos, pornográficos).

Teus amigos estão sorrindo
De tua última resolução.
Pensavam que o suicídio
Fosse a última resolução.
Não compreendem, coitados,
Que o melhor é ser pornográfico.
Propõe isso a teu vizinho,
Ao condutor do teu bonde,
A todas as criaturas
Que são inúteis e existem,
Propõe ao homem de óculos
E à mulher da trouxa de roupa.
Dize a todos: Meus irmãos,
Não quereis ser pornográficos?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006


Porque
o
sexo
move
o
mundo