E eis que me pego pensando em você.
Assim, no meio do dia, entre tanto a fazer.
Vem você me invadindo as idéias.
E eu, mais que depressa já me ponho a imaginar seus gostos e sensações.
Sua boca me roubando o fôlego, suas mãos, que fantasio delicadas e ágeis, me desabotoando a blusa, enquanto me percorrem o corpo, me incendiando.
Seus dedos emaranhando meus cabelos, os segurando na nuca enquanto devora meu pescoço, enquanto busca meus seios, enquanto encontra meu sexo molhado, ansioso.
Me penetra até a alma, me sufoca de delícia e prazer e meu gozo metafísico se materializa num delicado sorriso e olhar perdido de quem se delicia em imaginação.
Na minha fantasia tens uma delicadeza quase feminina, e uma força que sabe se acercar do outro por todas as direções, teu cheiro é doce e teus beijos profundos e eu, completamente encantada, me deixo levar por sua fome de consumir minha carne.
Tens o tamanho exato dos meus desejos, das minhas carências e eu me entrego a você sem qualquer receio. És mais que a figura que conheço tão pouco e desejo tanto sem nem saber porque desejo.
Mas é minha a fantasia, e nela eu posso, inclusive, te desejar sem limites ou pudores enquanto espero oportunidade de fazê-la real.
Quem disse que eu não tenho mais idade pros desejos que nascem platônicos?
terça-feira, 20 de março de 2007
Postado por Srta Luxúria às 19:28
Marcadores: Divagações
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5 comentários:
hum....
moça, que tal essa tosqueirinha?
http://aliceinwonderland.deviseg.com/
Sim, nas fantasias podemos tudo até ignorar nossos receios e temores.
Quem disse que devaneios platônicos têm idade???
Fantasiar é algo inerente ao humano, algo indispensável... E - fato-, nem todas as nossas deliciosas fantasias saem do plano das idéias... E talvez seja esse um dos encantos de fantasiar... Né?
Presente da Maysa e, por que não dizer, na onda de Eu não presto...:
Chuvas De Verão
Podemos ser amigos simplesmente
Coisas do amor nunca mais
Amores do passado, do presente
Repetem velhos temas tão banais
Ressentimentos passam como o vento
São coisas de momento
São chuvas de verão
Trazer uma aflição dentro do peito.
É dar vida a um defeito
Que se extingue com a razão
Estranha no meu peito
Estranha na minha alma
Agora eu tenho calma
Não te desejo mais
Podemos ser amigos simplesmente
Amigos, simplesmente, nada mais
Esse é para a Srta. Luxuria se divertir também. Presentinho de Hilda Hilst.
E por que haverias de querer minha alma
Na sua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, àsperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.
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