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domingo, 29 de abril de 2007

Não que esteja faltando histórias,
mas é que no momento elas estão relutantes em ganhar forma de letras.

=)

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Ívina... diz:
fala pra ele assim: "Ô meu filho! Não me desespera, vai! Mostra que tudo o que eu sofri e sofro por vc pelo menos te ajudou a ser uma pessoa melhor, mesmo que não seja comigo!"

Então, tá dito!

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Regurgitando Sentimentalidades

porque os sentimentos nem sempre são bonitos

"I love the sound of you walking away", mas no fim eu quase morro de ciúmes.
De tanto te amar, te odeio.
Queria que meus sentimentos sublimassem.
Queria cair da escada e acordar com amnésia. Queria que você fosse pra puta que te pariu, ou pro diabo que te carregue, ou pra qualquer outro lugar tão porco e mal educado quanto. Você e a putinha baranga que você escolheu pra me substituir. Pra eu nunca mais pensar nisto com tanto pesar quanto agora.
Eu não tenho culpa de ter um coração burro. Ao menos eu ainda tenho um fígado resistente, pra tomar todos os porres que forem necessários pra te esquecer, e pernas fortes e muita disposição pra me acabar de me divertir enquanto me distraio com pessoas muito mais interessantes que seu eterno joguinho de me manter aos seus pés. Ainda é muito melhor acordar com a ressaca do que com seu fantasma me cutucando.
Eu quero mesmo é que você se exploda, se foda, se quebre. Que você quebre a cara e o coração, tantas vezes mais do que o que foi comigo, por que eu já estou cansada de te querer. E te querer me faz ser uma pessoa pior, e me limita em muitas possibilidades.
Eu já chorei mais lágrimas que o que poderia pra ter ao menos seu desprezo.
Não me peça pra ser compreensiva. Eu sou humana e sobretudo passional.

sábado, 7 de abril de 2007

Ah! Como eu gosto das noites depudoradas
que se embrenham entre as minhas pernas
e me trazem o que existe de mais livre em mim

Amo essas noites sem limites
que sempre me trazem uma manhã sem ressacas.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Homenagem Póstuma

Ao fantasma que tando assombrou minha vida

E por que haverias de querer minha alma
Na sua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, àsperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.
[Hilda Hilst]

[Agradecimento à Srta J. que me enviou este belo poema]

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Fica
é cedo ainda
minha carne ainda tem fome
quer se consumir em fogo
seu gozo.

Espera
mal começamos a nos conhecer e já vais pra longe
Espera apenas que eu me esqueça de amanhã então.

Tanto tempo passado
tanto amor desperdiçado
toda espera em vão
que queimei esta noite na fogueira que você acendeu
deixaram brasas que ainda queimam
e dói
vem me lamber
as feridas
esquecer do mundo lá fora
só mais um pouco
só mais um louco
insano
incerto
dia que começa
já sem fim.

Fica
esquece
espera
te libero depois de uma rapidinha pela manhã.