porque os sentimentos nem sempre são bonitos
"I love the sound of you walking away", mas no fim eu quase morro de ciúmes.
De tanto te amar, te odeio.
Queria que meus sentimentos sublimassem.
Queria cair da escada e acordar com amnésia. Queria que você fosse pra puta que te pariu, ou pro diabo que te carregue, ou pra qualquer outro lugar tão porco e mal educado quanto. Você e a putinha baranga que você escolheu pra me substituir. Pra eu nunca mais pensar nisto com tanto pesar quanto agora.
Eu não tenho culpa de ter um coração burro. Ao menos eu ainda tenho um fígado resistente, pra tomar todos os porres que forem necessários pra te esquecer, e pernas fortes e muita disposição pra me acabar de me divertir enquanto me distraio com pessoas muito mais interessantes que seu eterno joguinho de me manter aos seus pés. Ainda é muito melhor acordar com a ressaca do que com seu fantasma me cutucando.
Eu quero mesmo é que você se exploda, se foda, se quebre. Que você quebre a cara e o coração, tantas vezes mais do que o que foi comigo, por que eu já estou cansada de te querer. E te querer me faz ser uma pessoa pior, e me limita em muitas possibilidades.
Eu já chorei mais lágrimas que o que poderia pra ter ao menos seu desprezo.
Não me peça pra ser compreensiva. Eu sou humana e sobretudo passional.
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Regurgitando Sentimentalidades
Postado por Srta Luxúria às 05:43
Marcadores: Divagações
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4 comentários:
o ódio e a distância são excelentes defesas
Desculpas a quem jah leu o texto, por um pequeno lapso meu ele foi publicado antes de ser finalizado. Houveram algumas pequenas alteracoes na forma apenas.
Onde eu assino embaixo, hein?
Tem certeza que não fui eu quem escreveu?heheheh
"Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro
É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo."
(Pablo Neruda)
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