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quinta-feira, 5 de abril de 2007

Homenagem Póstuma

Ao fantasma que tando assombrou minha vida

E por que haverias de querer minha alma
Na sua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, àsperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.
[Hilda Hilst]

[Agradecimento à Srta J. que me enviou este belo poema]

4 comentários:

J. Curto disse...

Arruma umas quatro filas diferentes para andarem concomitante... ;P

J. Curto disse...

Poxa... Mas essa poesia poderia ser a tanta gente mais interessante... :/

"Por que haverias de querer minha alma na tua cama?"

Ohhhh...
Vou arrumar uma cama nova para você, meu amor... :P

Jessika disse...

Essa sim eu dedicaria para um fantasma... Dedicaria para o meu tbm... :))
Da Ana Carolina.
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Hoje eu tô sozinha
E não aceito conselho
Vou pintar minhas unhas e meu cabelo de vermelho
Hoje eu tô sozinha
Não sei se me levo ou se me acompanho
Mas é que se eu perder, eu perco sozinha
Mas é que se eu ganhar
Aí é só eu que ganho

Hoje eu não vou falar mal nem bem de ninguém
Hoje eu não vou falar bem nem mal de ninguém

Logo agora que eu parei
Parei de te esperar
De enfeitar nosso barraco
De pendurar meus enfeites
De fazer o café fraco
Parei de pegar o carro correndo
De ligar só pra você
De entender sua família e te compreender
Hoje eu tô sozinha e tudo parece maior
Mas é melhor ficar sozinha que é pra não ficar

Jessika disse...

...sozinha que é pra não ficar (pior)

Faltou.