sábado, 10 de novembro de 2007
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Sempre fluindo.... sou daquelas pessoas que nunca param de mudar, sempre oscilando entre latência e loucura.
Mudando de roupa e assumindo a imagem dos resquicios
Neste casulo vou metamorfoseando forma e conteúdo
Em Breve, nova.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007
"...Se deu conta que ainda havia outro problema.
Carregava consigo um bocado que não lhe pertencia e não tinha jeito de encaixar.
Como esquecer alguém cujo pedaço nos permanece entalado no coração?"
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domingo, 19 de agosto de 2007
Aperto no peito.
Vontade de chorar.
Aquela existência, tão distante agora,
Se faz presente em intensidade impensada.
"Mas eles se esquecerão dos céus, dos olhos, das estrelas, e serão fumaça abraçando o dia inteiro"
Sempre presente a ausência.
Por vontade própria o mantenho distante dos meu olhos
no infinito onde minhas vistas não podem enxergar,
mas o infinito reside no meu peito.
"Ninguém sabe contar até dez ou se deixar ver através."
No vazio silêncio guardei
o que não posso mais mostrar.
Abraço o mundo.
Te sei parte dele.
"Contamos estrelas prá perder a conta da mesma forma que amamos sabendo que um dia acaba"
Num tropeço descubro:
Espero... pra sempre espero.
Num presente cheio de vida
de sentimentos intensos e sexo perfeito
ainda dói a perda e a culpa
ainda vive uma ilusão de futuro
E nunca acaba.
"...nos perdemos mas sabemos que sempre estará lá o objeto de nosso desejo."
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domingo, 12 de agosto de 2007
"Que me critiquem os puritanos. Tenho conciência tranquila. Não inventei o sexo, sou mero usuário. Aqueles que tiverem reclamações, que as façam junto ao fabricante."
[Dr. Alessandro Loiola, Estado de Minas 15/04/07]
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terça-feira, 12 de junho de 2007
Ao menino nos meus olhos
"Traz-me tua boca e deixa que pouse
aqui sobre os meus seios. A tarde vai
pelo meio e desde a aurora o corpo meu
sedento te deseja.
Dá-me tua língua em minha língua para
que eu te excite, movimentos meus no
céu da boca e dentes, lábios quentes sobre
os teus deixam escapar gemidos.
Fecha os olhos, deita enquanto esfrego em
tua pele meus mamilos; tua bunda e coxas
minha boca e dentes. Ouve o meu pedido
urgente em teus ouvidos.
Sente os movimentos ondulantes meus quadris
em tuas ancas, sobe e desce lento e mexe e vira
e olha, sente. Segura meus quadris em tuas mãos
e gira e gira e puxa e tira e puxa novamente.
Olha.
Meu olhar para ti flameja e o ar me falta. Tua
boca nos meus seios, gemo. Tua mão meus pêlos,
púbis, grito. Minha voz e teus gemidos, minhas
mãos tentam tocar o infinito enquanto gozo
louca no teu colo, enquanto sinto teus
espasmos dentro.
Findo.
Minhas mãos na tua pele em lanhos do meu desejo.
Marcas púrpuras do teu beijo em meu pescoço.
O suor da tua pele no meu corpo.
Canso. E adormeço nua e acolhida em teu abraço"
[Delírios da tarde, Nálu Nogueira]
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segunda-feira, 28 de maio de 2007
Pós modernices a parte
O problema não é o compromisso... ou a falta dele.
É quando um se envolve demais no que o outro se envolve de menos.
Conflitos de interesses ou falta de comunicação?
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quarta-feira, 2 de maio de 2007
Constatação
Meu esporte preferido?
P.R.O.V.O.C.A.R
Sem dúvidas! ADORO saber do meu poder de deixar um homem louco.
ADORO vê-los arrebentando as calças por mim.
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domingo, 29 de abril de 2007
Não que esteja faltando histórias,
mas é que no momento elas estão relutantes em ganhar forma de letras.
=)
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quinta-feira, 19 de abril de 2007
Ívina... diz:
fala pra ele assim: "Ô meu filho! Não me desespera, vai! Mostra que tudo o que eu sofri e sofro por vc pelo menos te ajudou a ser uma pessoa melhor, mesmo que não seja comigo!"
Então, tá dito!
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segunda-feira, 16 de abril de 2007
Regurgitando Sentimentalidades
porque os sentimentos nem sempre são bonitos
"I love the sound of you walking away", mas no fim eu quase morro de ciúmes.
De tanto te amar, te odeio.
Queria que meus sentimentos sublimassem.
Queria cair da escada e acordar com amnésia. Queria que você fosse pra puta que te pariu, ou pro diabo que te carregue, ou pra qualquer outro lugar tão porco e mal educado quanto. Você e a putinha baranga que você escolheu pra me substituir. Pra eu nunca mais pensar nisto com tanto pesar quanto agora.
Eu não tenho culpa de ter um coração burro. Ao menos eu ainda tenho um fígado resistente, pra tomar todos os porres que forem necessários pra te esquecer, e pernas fortes e muita disposição pra me acabar de me divertir enquanto me distraio com pessoas muito mais interessantes que seu eterno joguinho de me manter aos seus pés. Ainda é muito melhor acordar com a ressaca do que com seu fantasma me cutucando.
Eu quero mesmo é que você se exploda, se foda, se quebre. Que você quebre a cara e o coração, tantas vezes mais do que o que foi comigo, por que eu já estou cansada de te querer. E te querer me faz ser uma pessoa pior, e me limita em muitas possibilidades.
Eu já chorei mais lágrimas que o que poderia pra ter ao menos seu desprezo.
Não me peça pra ser compreensiva. Eu sou humana e sobretudo passional.
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sábado, 7 de abril de 2007
Ah! Como eu gosto das noites depudoradas
que se embrenham entre as minhas pernas
e me trazem o que existe de mais livre em mim
Amo essas noites sem limites
que sempre me trazem uma manhã sem ressacas.
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quinta-feira, 5 de abril de 2007
Homenagem Póstuma
E por que haverias de querer minha alma
Na sua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, àsperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.
[Hilda Hilst]
[Agradecimento à Srta J. que me enviou este belo poema]
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quarta-feira, 4 de abril de 2007
Fica
é cedo ainda
minha carne ainda tem fome
quer se consumir em fogo
seu gozo.
Espera
mal começamos a nos conhecer e já vais pra longe
Espera apenas que eu me esqueça de amanhã então.
Tanto tempo passado
tanto amor desperdiçado
toda espera em vão
que queimei esta noite na fogueira que você acendeu
deixaram brasas que ainda queimam
e dói
vem me lamber
as feridas
esquecer do mundo lá fora
só mais um pouco
só mais um louco
insano
incerto
dia que começa
já sem fim.
Fica
esquece
espera
te libero depois de uma rapidinha pela manhã.
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terça-feira, 20 de março de 2007
E eis que me pego pensando em você.
Assim, no meio do dia, entre tanto a fazer.
Vem você me invadindo as idéias.
E eu, mais que depressa já me ponho a imaginar seus gostos e sensações.
Sua boca me roubando o fôlego, suas mãos, que fantasio delicadas e ágeis, me desabotoando a blusa, enquanto me percorrem o corpo, me incendiando.
Seus dedos emaranhando meus cabelos, os segurando na nuca enquanto devora meu pescoço, enquanto busca meus seios, enquanto encontra meu sexo molhado, ansioso.
Me penetra até a alma, me sufoca de delícia e prazer e meu gozo metafísico se materializa num delicado sorriso e olhar perdido de quem se delicia em imaginação.
Na minha fantasia tens uma delicadeza quase feminina, e uma força que sabe se acercar do outro por todas as direções, teu cheiro é doce e teus beijos profundos e eu, completamente encantada, me deixo levar por sua fome de consumir minha carne.
Tens o tamanho exato dos meus desejos, das minhas carências e eu me entrego a você sem qualquer receio. És mais que a figura que conheço tão pouco e desejo tanto sem nem saber porque desejo.
Mas é minha a fantasia, e nela eu posso, inclusive, te desejar sem limites ou pudores enquanto espero oportunidade de fazê-la real.
Quem disse que eu não tenho mais idade pros desejos que nascem platônicos?
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terça-feira, 13 de março de 2007
Ah esses novos desejos!
Despertando minha carne,
À tanto adormecida...
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quarta-feira, 7 de março de 2007
"Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!"
[Todas as Vidas, Cora Coralina]
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
É. eu sei que ando bastante ausente daqui.
Mas no momento tem um monte de outras coisas exigindo minha atenção e minha energia.
Estou sem inspiração e sem paciência.
Ando tentando organizar minha vida, passei muito tempo perdida no caos, e agora há muito o que ser feito, muito pouco animo pra fazer.
Quero voltar a escrever e não pretendo abandonar a idéia do blog... mas por enquanto, há que se ter paciência.
Ps: Preciso aprender a escrever em primeira pessoa. o.O
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terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Da rotação da terra
Passo os dias a sonhar acordada com tuas carícias em meu corpo, esperando que volte, para que eu retribua todas elas.
Passo as noites pensando em me entregar a qualquer outro, esperando achar um pouco de ti em outras bocas, outros paus.
Vou consumindo minha amargura na sua espera.
Vou consumindo minha alegria na sua busca.
Sonho todas as noites que vem, e me fode com paixão, com gosto, com gozo e acordo todos os dias mais vazia de mim, e de você em mim.
Minha boca, por dias inteiros, sente a falta dos teus lábios rosados beijando os meus lábios, todos eles, e do teu pinto carnudo jorrando dentro dela a alegria dos nossos encontros.
E à noite meu corpo se contorce em minhas mãos materializando você nas pontas dos meus dedos
Nos meus dias és a ilusão, os sonhos
Nas minhas noites o desejo ardente, o instinto e a caça.
E a terra nunca deixa de girar.
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Erótico puritano
[Niandra LaDez]
As pontas dos meus seios apontam para o céu
inchados e duros
pequenos e brancos
reluzem e gritam
enquanto as estrelas queimam e umedecem
meus santos orifícios
com seus toques inesperados.
sou cega, muda, espasmódica.
pernas abertas por um mundo melhor
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Sobre um ontem qualquer
céu estrelado.
Marisa Monte no rádio.
beck.
frio.
cigarro.
pra dois.
um, o velho desejo latente.
outro, um coração que não dispara.
a noite perfeita.
a pessoa errada.
A vida não é justa.
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quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Conversa fiada
Srta L. diz:
velho, nem me comer ninguem quer
Srta L. diz:
tou achando nem um mané pra fazer hora com a minha cara
Srta L. diz:
tá feia a coisa
Srta L. diz:
huahuauhahuauhauhahua
AMIGA diz:
aff
AMIGA diz:
já pos cartazinho
AMIGA diz:
"cu grátis"
AMIGA diz:
põe pra ver
AMIGA diz:
tem mais de um que cai matando
Srta L. diz:
huahuauhaauhuahuahuahuahuahuahuahuahua
AMIGA diz:
aslkdaslñkdñslak
AMIGA diz:
se é foda
AMIGA diz:
mas dai
AMIGA diz:
nem bju?
Srta L. diz:
nem...
Srta L. diz:
tou 0 km praticamente
AMIGA diz:
se ta dano não ou
AMIGA diz:
eca!
AMIGA diz:
tem teia de aranha nisso dai!
Srta L. diz:
credo
Srta L. diz:
tem não
Srta L. diz:
eu mesma limpo de vez em qdo! o.O
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terça-feira, 23 de janeiro de 2007
sábado, 13 de janeiro de 2007

"O que eu sonho noite e dia,
O que me dá poesia
E me torna a vida bela,
O que num brando roçar
Faz meu peito se agitar,
E o teu seio, donzela!
Oh! quem pintara o cetim
Desses limões de marfim,
Os leves cerúleos veios
Na brancura deslumbrante
E o tremido de teus seios?
Quando os vejo, de paixão
Sinto pruridos na mão
De os apalpar e conter...
Sorriste do meu desejo?
Loucura! bastava um beijo
Para neles se morrer!"
(Trecho de "Seio de Virgem", Álvares de Azevedo)
Postado por Srta Luxúria às 08:07 1 comentários
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